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Valença entrou no clima junino e jogou o marketing no tabuleiro: São Pedro virou a peça-chave

Por Késsia Campos

Se existe um movimento que merece aplausos – e sanfona –, é o da Prefeitura Municipal de Valença ao investir pesado nas festas juninas deste ano, com foco estratégico na festa de São Pedro. Sim, o padroeiro dos pescadores, que andava meio esquecido no canto da rede, voltou com tudo para o centro da festa. E não é exagero dizer: foi uma jogada de mestre. Ou melhor, de marketing com visão de futuro e afeto por um passado tão lembrado pelas grandes festas que a população valenciana já vivenciou.

Essa é a primeira festa junina sob a gestão do prefeito Marcos Medrado. E se a intenção era marcar território com um evento grandioso, ele conseguiu. De forma inteligente e bem sacada, a gestão pegou carona na valorização cultural, religiosa e econômica da cidade e transformou o São Pedro numa verdadeira vitrine de identidade. Não é que o São João tenha sido esquecido, mas as atrações musicais para o São Pedro estão diferenciadas e a gente consegue sentir isso pelas centenas de comentários positivos no instagram, em menos de 24 horas de divulgação!

Sabe aquele termo bonito, muito usado por urbanistas e especialistas em marketing territorial? Place branding. Pois bem, é isso o que está acontecendo. Place branding nada mais é do que o processo de criar e fortalecer a imagem de uma cidade como uma marca – um lugar que se vende pela sua cultura, seus símbolos, seu estilo de vida. E Valença soube como fazer isso com o carisma de um bom forrozeiro: puxando a comunidade para dançar junto.

O São Pedro, que tem enorme importância para a comunidade católica e, claro, para os pescadores e suas famílias, agora não é só celebração religiosa: virou também produto turístico, motor econômico e símbolo de pertencimento. Podemos dizer que o mês de junho este ano, chega com forró, fé e faturamento. E quem disse que devoção e desenvolvimento não combinam?

Se podemos dizer que as redes sociais são o termômetro para as ações do Poder Executivo, então afirmamos com a fé em São Pedro que a rede de hotéis já sente o impacto positivo, os comerciantes já podem arregaçar as mangas e os ambulantes, que muitas vezes são os primeiros a sentir a crise, agora têm um sopro de esperança embalado por um palco cheio de atrações de peso, barracas e balões. O dinheiro circula, os visitantes chegam e, de quebra, o orgulho local é revigorado. Parece milagre, mas é estratégia.

E, veja só, o marketing tem disso: quando é bem-feito, ele toca o coração antes de chegar ao bolso. O São Pedro de Valença não está apenas animando as ruas, mas reanimando uma cidade que tem vocação para ser grande, desde que lembre de onde veio.

Portanto, podem até curtir o São João nas cidades do Recôncavo – que, diga-se de passagem, também têm festas belíssimas. Mas quando o calendário virar para o final de junho, o destino do São Pedro, com sotaque forte e fé viva, será um só: a capital do Baixo Sul baiano. E Valença, com certeza, vai saber receber.

Que o São Pedro traga chuva de bênçãos, paz e turistas para Valença!